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Famosa boate gay paulista fecha após 8 anos


"O fim de um ciclo é algo natural. É claro que a crise também nos afetou, como a todos, em todos os setores" foi assim que uma das mais importantes figuras da noite gay paulista, Flavia Ceccato, justificou ao Viajay o fechamento de um dos points gays mais famosos da cidade, o clube HOT HOT. A balada, situada no bairro da Bela Vista, funcionou durante oito anos e fechará suas postas com um grande evento de despedida neste sábado(3) comandado pela festa PLASTIKA.

Leandro Cyber, produtor da PLASTIKA (uma das festas mais importantes do lugar), falou ao Viajay que ainda não sabe o destino da festa. "Eu faço a festa no HOT HOT há seis anos e meio. Não sei se é o momento certo de encerrar a festa junto com o clube ou, de repente, dar sequência em outra casa. No momento, eu só penso em fazer uma festa de encerramento legal pro HOT HOT".


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CULTURA DO VIP

Flavia também falou ao Viajay sobre a famigerada "cultura do VIP", prática comum de baladas na capital:

"A noite mudou muito. Muitas casas surgiram e com elas a cultura do vip. E quando todos os seus concorrentes estão dando vip, se você não der, vai ficar vazio. Porque a música não é mais a prioridade, como era. A gente acaba tendo que ganhar no bar, praticar preços altos. Os clientes ficam bebendo dos ambulantes na rua, entram de graça e não consomem. É uma conta que não tem como fechar. Se abaixamos os preços, não pagamos as contas."

FUTURO

Questionada sobre planos futuros e se pretende continuar trabalhando com baladas em São Paulo, Flavia respondeu "Estou na noite desde 96, são 22 anos. Estou com 46 anos, gosto de música eletrônica mas não tenho mais pique e qualquer negócio deve ter o “olho do dono”. Por enquanto, meu plano é descansar."


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