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FIFA e comitê local se posicionam sobre bandeiras LGBT na Rússia


A Rússia é mundialmente reconhecida por ser um país extremamente homofóbico. Declarações de Vladimir Putin, casos de agressão nas ruas, leis e prisões amedrontam os torcedores LGBTs que desejam ir conferir a Copa do Mundo no país que acontece este ano.

Os torcedores da Rússia em 2018 poderão usar bandeiras com as cores do arco-íris para destacar os direitos dos torcedores LGBT, mas não devem promover relacionamentos com pessoas do mesmo sexo para menores de idade, de acordo com o ex-jogador do Chelsea Alexei Smertin.


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Smertin, agora funcionário da Federação Russa de Futebol e embaixador da Copa do Mundo, disse que artefatos com as cores do arco-íris serão tolerados. Ser gay não é ilegal na Rússia, mas o país tem uma lei que proíbe o ensino sobre a homossexualidade nas escolas.

"Definitivamente não haverá proibição de usar símbolos na Rússia", disse ele. "Está claro que você pode vir aqui e não ser multado por expressar sentimentos. A lei é sobre propaganda para menores de idade. Não consigo imaginar que alguém vá à escola promover a homosexualidade para crianças".

As observações de Smertin foram bem recebidas pela rede Fare, que assessora a Fifa em questões de discriminação. "Ele está dando algumas garantias e isso é tudo que as pessoas querem", disse a diretora executiva da Fare, Piara Powar. "As pessoas querem saber se podem vir aqui com segurança, que serão protegidas e que não serão discriminadas".

A homossexualidade foi descriminalizada na Rússia em 1993, mas o sentimento homofóbico permanece forte. A Rússia aprovou uma lei federal proibindo a chamada propaganda da homossexualidade para menores em 2013, que tem sido amplamente criticada por levar à proibição de eventos de orgulho gay ou discussões sobre direitos dos gays em espaços públicos onde as crianças poderiam estar presentes.

No período que antecedeu os Jogos Olímpicos de Inverno em 2014 na Rússia, o presidente Vladimir Putin disse que os gays serão bem-vindos em Sochi, mas devem "deixar as crianças em paz".

A FIFA também se pronunciou sobre o assunto - “Membros do público poderão sim levar as bandeiras com a cor do arco-íris, mas logicamente a FIfa e o COL podem rejeitar as que não seguirem o padrão de tamanho. Se as bandeiras forem exibidas junto com algum de tipo de mensagem, avaliaremos caso a caso”, informou a entidade.


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