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Guia gay de Cuba - Viajay


Se você é gay e se encontra prestes a aterrisar nessa terra de belíssimos canteiros coloridos, politicamente tumultuada e tida como a ovelha negra do Caribe, o que você deve fazer? Nós temos dicas quentíssimas pra você aproveitar sua viagem!

Havana é um labirinto sinuoso da arquitetura colonial: casas verde limão, ruas roxas e laranjas, artistas de rua excêntricos dançam sobre palafitas por alguns dólares extras e até mesmo algumas homenagens grafite para Che Guevara colorem a capital cubana.

A primeira dica é: vá com todo roteiro pronto e dicas anotadas no bloquinho de viagens. Bem analógico mesmo. Nada de deixar para chegar lá, sacar o celular e procurar qual a balada da noite. Toda a internet em Cuba é limitada pelo governo. Não existe wi-fi em casa e os locais liberados (o acesso custa aproximadamente €2) tem uma conexão péssima, que lembra aquela do sábado à tarde depois das 14h.

O bairro que você deve procurar é chamado de Vedado - é lá onde fica a  parte mais moderna de Havana, localizada entre a Calle 23 e o Malecón (um paredão na orla que percorre toda a extensão da cidade). É neste local que você vai encontrar gays socializando, a maioria do lado de fora do Cine Yara, um cinema local.

Se você está olhando para um mapa, a linha de fronteira do distrito gay é vagamente aceita como sendo no Cine Yara e estendendo-se por todo o caminho até sorveteria Coppelia. Nossa melhor dica para acomodação é reservar um quarto no Hotel Nacional, um hotel histórico perto da orla, com quartos espaçosos e funcionários super hospitaleiros (infelizmente, sem Wi-Fi). A propriedade já recebeu hóspedes como Frank Sinatra, Beatles, e os Backstreet Boys.

Os viajantes também podem querer alugar "casas particulares", pousadas locais dirigidas por famílias cubanas que acolhem os hóspedes LGBT. Casas Le Casa de Carlos & Julia é uma confortável pousada gerida por um casal gay no centro da cidade. E esse pode ser o grande diferencial de sua viagem, já que é bem comum se hospedar em casas de família, mas nem de longe isso significa que a pegação vai estar liberada. Por causa do controle socialista, os cubanos nativos que visitam hotéis, pousadas ou casas que estão abrigando hóspedes estragengeiros são registrados e notificados para a imigração. Além de ter mais tranquilidade se hospedando com LGBT's, você ainda pode saber de fato como é ser gay dentro do regime de Cuba.

No coração da cidade você vai encontrar gays tomando café ou refrescando-se com uma piña colada no Café El Mercurio, um agradável café perto da Plaza de las Palomas. Também não deixe de conhecer o La Bodeguita del Medio para se embreagar experimentar alugns mojitos e saborear a famosa comida cubana. 

As opções de vida noturna ainda são escassas para gays em Havana. A maioria dos bares fecham à meia-noite, e não há bares gays oficiais da cidade. O público LGBT local se encontra, geralmente, em festas gays específicas que acontecem em boates hétero e eles são extremamente receptivos, sendo ótimos guias turísticos. Conversar com os locais e procurar as organizações LGBT é o melhor que você faz para encontrar festas gay.

Cerca de uma hora fora de Havana você vai descobrir a famosa praia gay Mi Cayito, e algumas horas mais, em Santa Clara, um clube gay SENSACIONAL, o Mujunje - um local ao ar livre que organiza shows com drag queens uma vez por semana

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