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Guia Gay de Madrid


Madri (ou Madrid para os espanhóis) concentra muitos motivos para escolhê-la como destino: É a terceira maior cidade da União Europeia (depois de Londres e Berlim), abriga três dos mais importantes museus do mundo (Prado, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza) e, sem dúvidas, é uma das cidades mais animadas do Reino da Espanha. Além disso, em 2017 será a sede da WorldPride - uma espécie de "Olimpíadas" da Parada Gay, que acontece em diferentes locais do mundo.

Baladas

A vida gay de Madrid acontece, principalmente, na Chueca. É um bairro central que abriga a vida boêmia da cidade e tem bares e boates LGBT para todos os tipos de público. Por lá, não fazem distinção se quem está andando de mãos dadas é um casal de gays, lésbicas ou heterossexuais. Além disso, as inúmeras opções gastronômicas atraem todos os tipos de turistas, que passeiam tranquilamente entre as bandeiras do arco-íris.

A vida noturna lá é bem dinâmica e as baladas variam muito de uma noite para outra. Então, é só ir andando pelas ruas, aproveitando para paquerar e escolher uma que lhe agrade mais. Pelas esquinas, as pessoas distribuem panfletos e entradas vips. Pegue tudo, uma vai servir pra você! Tem pubs comuns, bares com apresentação de drags, outras voltadas para o público bear e até uma com sinalização de que é recomendável ficar com a menor quantidade de roupa possível.

Uma das diversões na Chueca (em toda a Espanha, na verdade) é provar o máximo de chupitos (shots) possíveis. Cada dose custa, em média, 2 euros e existem mil sabores diferentes (vale experimentar a vodka negra, licor-café e também crema de orujo).

Outra opção é pedir “una copa de vino rioja” (uma taça de vinho Rioja). Os vinhos são baratíssimos e vem sempre acompanhados por uma tapa (petisco), de graça. Os botecos mais simples oferecem palomitas (pipoca) como opção de tapa, mas também pode dar a sorte de conseguir comer uma boa paella de frutos do mar.

Um dos bares mais animados é o “Why not?”, que funciona todas as noites. Aos sábados, uma boa pedida é o “Baila, cariño”. Já o LL Bar é conhecido pela divertida apresentação de drag queens. E se perceberem que você é brasileiro (identificam fácil), te chamam no palco e colocam Ivete Sangalo para tocar.

Hospedagem

No coração da Chueca, o “Room Mate Oscar” é um hotel voltado para o público LGBT e é recomendado para quem está com o bolso mais folgado. Na porta, um título bem sugestivo: “Do you want to sleep with me?”. O bar e o terraço são abertos ao públicos e é uma ótima opção para jantar, mesmo que não esteja hospedado. Já para aqueles que querem economizar, o Room007 é um dos melhores hostels de Madrid. Ele fica em dois lugares na cidade: na própria Chueca ou no bairro de Ventura. O da Chueca é mais procurado (e mais caro).

Lugares para ir em Madrid:

Museu do Prado
O que tem: Pinturas de Goya, Velázquez, El Greco e as obras mais importantes da Espanha
Quanto custa: 14 euros (gratuito de segunda a sábado, das 18h às 20h, no domingo das 17h às 19h)

Museu Reina Sofia
O que tem: (Obras de Dali, Picasso e arte moderna. É o museu que abriga a Guernica, principal quadro de Picasso sobre a Guerra Civil Espanhola)
Quanto custa: 8 euros (gratuito nas segundas e de quarta a sábado das 19h às 21h; no domingo das 13h30 às 19h). Por 14 euros compra a entrada conjunta Palácio Real + Museu Reina Sofia.

Palácio Real
O que tem: É o maior palácio real da Europa ocidental, residência oficial do Rei da Espanha (ele mora em outro mais modesto e usa esse para cerimônias de gala).
Quanto custa: 11 euros (gratuito de segunda à quinta das 18h às 20h para europeus e iberoamericanos). É lindo, mas não gastaria 11 euros só com esse passeio. Vale muito a pena pegar o horário gratuito ou fazer a dobradinha com o Reina Sofia.

Plaza Mayor


Toda cidade grande espanhola tem uma Plaza Mayor, que era o centro comercial da cidade no começo de sua formação. Hoje em dia, há diversos bares para turistas. Sente em um e peça uma caña (chopp) ou uma taça de vinho para observar o movimento das pessoas e sentir a vibe da cidade.

Puerta Del Sol
É uma praça e estação de metrô central da cidade, unindo vários bairros. O quilômetro zero das estradas espanholas e onde fica a sede do governo da Comunidade Autônoma de Madrid. É um local de encontro entre várias zonas de Madrid. Também tem vários restaurantes e bares para curtir a cidade.

Templo de Bedod
É um templo egípcio no meio de Madrid. Foi transferido do Egito pra lá como presente por pela ajuda que o rei da Espanha deu na preservação de diversos templos. O espelho d’água ao lado foi construído para representar o rio Nilo e no interior foi instalado um ar condicionado quente para criar uma atmosfera seca que se aproximasse do clima de Núbia. Vale a pena a visita, principalmente no fim da tarde para conferir a iluminação.

El Retiro
É um tipo de Ibirapuera madrileño. O parque é absurdamente lindo e vale a pena gastar toda uma tarde passeando por ele. Tem pequenas lanchonetes ao longo do parque com ótimos vinhos e boas massas para o inverno. No verão, substitua por uma caña ou birra (cerveja).

Para comer

Ir para Madrid significa comer bem e barato. Se as tapas não forem suficientes para matar a fome, é obrigatório uma parada nos mercados municipais de Madrid. Os mercados de San Miguel (perto da Plaza Mayor), San Anton e San Idelfonso (ambos na Chueca)  fazem você perder o tempo e ganhar uns quilos a mais. Dica: não deixe de provar os inúmeros tipos de jamón (presunto) no sanduíche ou mesmo puro, como petisco.

Se você se encantou por Madrid, programe sua viagem para acontecer entre 23 de junho e 2 de julho de 2017. Nessa época, a cidade será a sede da World Pride - a Parada do Orgulho LGBT do mundo, organizada pela InterPride, entidade que reúne as principais marchas arco-íris mundiais.

Assim como as Olimpíadas, a WorldPride acontece em uma cidade que se candidata e recebe o direito de sediar o evento. As edições anteriores ocorreram em Roma (2000), Jerusalém (2004), Londres (2012) e Toronto (2014).


Madrid é linda, organizada, com um excelente transporte público e, acima de tudo, uma cidade que respeita os turistas, sejam eles LGBT ou não. Que aproveche!

 


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