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Ronaldinho posta foto com líder homofóbico da Chechênia


O jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho surpreendeu o mundo neste final de semana ao postar uma foto sorridente ao lado presidente homofóbico da Chechênia, que está comandando um verdadeiro massacre gay na região. Após a postagem diversos sites internacionais repercutiram a notícia.

Ronaldinho visitou Grozni, na Rússia, para assistir ao relançamento do clube de futebol da cidade. Não está claro o quanto ele foi pago pelos funcionários chechenos para participar do evento. O encontro aconteceu no dia seguinte à afirmação de Kadyrov de que os homossexuais não são "pessoas" e devem ser exterminados para "purificar" o sangue da região.

Kadyrov fez os comentários quando foi questionado sobre a perseguição aos gays em entrevista à HBO. O tirano de 40 anos disse em tom irônico: "Por que a pergunta? Qual é o objetivo dessa entrevista? Isso não faz sentido. Não temos esse tipo de pessoas aqui. Nós não temos nenhum gays. Se houverem, que sejam levados para o Canadá. Louvado seja Deus. Leve-os para longe de nós, não os temos em nossas casa. Para purificar nosso sangue, se houver algum, que leve-os".

O tirano continua com afirmações aburdas: "Eles são demônios. Eles estão à venda. Eles não são pessoas ... Eles terão que responder ao Todo-Poderoso por isso". Não é a primeira vez que Kadyrov negou que homens gays vivem na região, alegando anteriormente que os homossexuais são "falsos chechenos".

Os relatórios iniciais de homossexuais que estão sendo detidos na região, que é uma região autônoma da Rússia, foram revelados pelo jornal Novaya Gazeta no início deste ano. Os jornalistas que expuseram a perseguição foram forçados a se esconder, pois receberam inúmeras ameaças de morte. Após os relatos iniciais, revelou-se que as autoridades estão levando homens gays a campos de concentração, provocando a mobilização da comunidade LGBT e ativistas de direitos humanos em todo o mundo.

Uma série de absurdos que estão acontecendo na região foram compartilhados, incluindo histórias de pais de homossexuais que receberam uma advertência para matar seus filhos antes que a polícia os matasse em campos de tortura. Tanya Lokshina, do Human Rights Watch, disse que as autoridades chechenas conduziram "execuções extrajudiciais, desaparecimentos forçados, tortura e tratamentos cruéis e degradantes" ao longo das duas últimas décadas.

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