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URGENTE! Novos relatos de perseguição a gays na Chechênia


O terror e a homofobia parecem estar institucionalizados na Chechênia. Foram divulgados novos relatos execuções que tiraram a vida de, ao menos, 56 pessoas no país - todas sem julgamento.

Novaya Gazeta, um jornal com sede na região, publicou a lista de nomes dos mortos e atribui os assassinatos ao governo do presidente Ramzan Kadyrov. Todas as execuções foram realizadas na capital da Chechênia, Grozny, afirma o jornal.

As informações revelam que as vítimas foram executadas sem julgamento, então os corpos foram "levados para vários cemitérios, incluindo os cristãos, onde foram enterrados em sepulturas improvisadas".

O governo checheno negou as alegações de um extermínio gay na região, apesar de muitas vítimas se apresentarem para revelar perseguições e prisões por parte do governo. Os líderes europeus Angela Merkel e Emmanuel Macron levantaram a questão publicamente durante reuniões com Vladimir Putin, e o governo do Reino Unido também expressou suas preocupações.

Ativistas na Rússia dizem que as autoridades chechenas iniciaram um processo de detenção de homossexuais seguido de assassinatos este ano. Agora, de acordo com Enrique Torre Molina de All Out, os chechenos contataram a linha direta da rede LGBT russa para dizer que as prisões estão novamente acontecendo.

"Há quase 100 dias, notícias da imprensa relatam o extermíno gay da Chechênia", disse Molina em um comunicado. "Mais de 100 homens foram caçados, presos e torturados pelas autoridades estaduais, porque acreditaram ser homossexuais. Pelo menos 6 foram assassinados. Outros foram devolvidos com estado de saúdo completamente debilitado, sendo seus parentes incentivados a realizar homicídios de honra"."A rede russa LGBT e All Out convidam os líderes do G20 a exigir que o presidente Putin ordene um fim completo e imediato da prisão de homens gays na Chechênia."E que os líderes do G20 pressionam o Presidente Putin a realizar um inquérito completo, independente e imparcial sobre os abusos que já ocorreram".

Os "campos de concentração" foram criados em fevereiro de 2017, com gays sendo seqüestrados, presos e torturados nestes locais. O secretário de imprensa de Kadyrov, Alvi Karimov, rejeitou o relatório dizendo que se tratam "mentiras absolutas", mas seguiu isso com uma estranha alegação de que não há gays na Chechênia e acrescentou a mensagem arrepiante: "Se houvessem tais pessoas na Chechênia, as agências de aplicação da lei não precisariam ter nada a ver com eles porque seus parentes os enviariam para algum lugar do qual não há retorno ".

Dois campos foram inicialmente relatados, com base nas aldeias de Argun e Tsotsi-Yurt, mas outras investigações revelaram mais quatro prisões para pessoas gays, trazendo o número total de seis campos de concetração.

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